Criança foi encaminhada a um abrigo. Mesmo que a embriaguez não seja comprovada, responsáveis podem ser penalizados por submeter a criança a uma situação de constrangimento.
Uma criança foi filmada supostamente bêbada em uma casa de Três Ranchos, na região sudeste de Goiás . Na gravação, quem filma ri da situação e diz que a menina de 4 anos tomou pinga. O caso está em investigação.
“Bebeu a pinga toda, ó. Tá tonta, ó. Pegou o litro ali e tchau. Cê é louca (Sic)”, diz um homem.
O Conselho Tutelar informou que o casal que gravou o vídeo tem a guarda da criança. Contudo, segundo a conselheira Franciely Rodrigues, eles não são os pais dela e ainda se apura qual a relação de parentesco entre eles.
Como os nomes dos responsáveis pela criança não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.
O órgão recebeu a denúncia sobre a situação da criança na segunda-feira (31). Logo depois, as imagens começaram a circular em redes sociais. A Polícia Civil e o Ministério Público foram então acionados para investigar o caso.
A criança foi levada ao Instituto Médico Legal para realizar o exame de corpo de delito, onde não foi possível comprovar a embriaguez devido ao lapso temporal, já que, apesar de ter começado a circular recentemente, o vídeo havia sido gravado no dia 20 de março, de acordo com a Polícia Científica.
“Esse vídeo é do dia 20 de março, portanto não há como ter álcool no sangue dessa criança, o que inviabiliza os exames”, explica Olegário Augusto, perito criminal da Polícia Científica.
Criança levada a abrigo
Após decisão judicial, a criança foi encaminhada a um abrigo, onde está amparada pelas equipes do Conselho Tutelar dos dois municípios.
“A gente levou a equipe, com psicólogo e assistente social. Levamos algumas coisas para a criança também”, diz a conselheira tutelar.
Segundo a Polícia Civil, os adultos que aparecem no vídeo foram ouvidos. Contudo, a corporação não divulgou o que eles alegaram.
Mesmo não sendo comprovada a embriaguez, os tutores podem ainda ser penalizados de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por submeter a criança a uma situação de constrangimento. (G1)