Da Redação –
Familiar de vítimas carbonizadas na área de retomada, Avaité Mirim, localizada nos fundos da Aldeia Bororó, nas proximidades do perímetro urbano de Dourados, entrou em contato com a Folha de Dourados denunciando que até o momento os corpos não foram liberados para sepultamento.
O jornal entrou em contato com autoridades policiais e foi informado que pelo alto grau de complexidade, para a completa elucidação do caso, a liberação pode demorar até 40 dias, pois depende de vários fatores como a existência de um inquérito criminal, a necessidade de exames complementares, entre outros.
Os corpos ainda estão sendo periciados pela Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI) de Dourados, inclusive com testes de DNA coletados, como informado pela própria familiar.
Ainda segundo as autoridades ouvidas pela Folha, apesar da angústia vivida pelos familiares dessas vítimas, é fundamental que os protocolos dos processos sejam respeitados, para que se constate o que houve no suposto triplo homicídio.
Relembre o caso
Janaína Benitez Amarilha, Liria Snarde Batista, e um bebê de 1 ano foram encontrados carbonizados, na manhã de 31 de março, em área de retomada indígena, ao lado da Aldeia Bororó, em Dourados.
Ainda não se sabe se a idosa é mãe de Janaína e avó da criança. Vizinhos relataram que não viram e nem escutaram nada. Dois corpos ficaram em meio as cinzas, enquanto um terceiro teria sido arrastado para fora por um cachorro.
Suspeita do crime presa
A Polícia Civil conseguiu identificar uma mulher com sinais evidentes de queimaduras recentes, compatíveis com o lapso temporal em que o crime teria ocorrido. As lesões foram analisadas pela perícia médico legista e reforçaram os indícios de sua participação no evento criminoso.
Através das diligências no local alguns objetos foram recolhidos e identificada uma testemunha que teria presenciado como os fatos ocorreram, ratificando as informações e elementos colhidos no local do crime.
Elementos esses que demonstraram que a suspeita teria desferido um golpe contundente contra a idosa, utilizando um pedaço de concreto. Em seguida, asfixiou a criança de um ano. Após esses atos, ateou fogo na residência, enquanto a terceira vítima – uma mulher de 38 anos – dormia no interior do imóvel. A autora teria utilizado líquido inflamável para dar início ao incêndio e, ao abandonar o local, foi atingida por labaredas, o que lhe causou ferimentos.
Com base nas provas técnicas, testemunhais e demais elementos de convicção colhidos, O. B. F de 29 anos foi presa em flagrante pelo crime de triplo homicídio qualificado pelo meio cruel.